Certificação de continuidade elétrica

A Circuito pára-raios possui equipe técnica especializada para elaborar o laudo de continuidade elétrica de conformidade com a Norma.

Nossos instrumentos são específicos para esta finalidade e possuem certificados de calibração em dia.

NBR 5419-3/2015 – Ensaio de continuidade elétrica das armaduras.

O uso das armaduras de concreto como parte integrante do SPDA natural deve seguir as recomendações descritas na Norma e complementadas no Anexo F (Normativo).

Antes de iniciar o procedimento de ensaio é recomendavel que seja analisado o projeto estrutural da edificação, visando auxiliar os ensaios das armaduras da edificação que poderão ser usadas ou não como subsistema de descidas e aterramentos.

Ensaios de medição são fundamentais para se comprovar a eficácia de Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) estruturais, garantindo assim a continuidade elétrica em pilares, vigas e lajes.

A ideia de se utilizar a ferragem do concreto armado com a finalidade de condução e dispersão para corrente de raios em descidas foi consequência do uso dessas mesmas estruturas metálicas em sistemas de aterramentos. Historicamente, a primeira utilização conhecida das ferragens do concreto armado para fins de aterramento data da Segunda Guerra Mundial, quando o engenheiro Herb Ufer idealizou um sistema para depósitos de bombas de uma base aérea, com o objetivo de protegê-los contra descargas atmosféricas e eletricidade estática. Após anos, Ufer inspecionou novamente as instalações e chegou à conclusão de que eletrodos de aterramento utilizando armaduras de concreto resultavam em uma resistência de aterramento mais robusta e ainda com menor valor quando comparados às resistências compostas por somente hastes, especialmente em regiões de solos com valores relativamente altos de resistividade. Por causa dessa descoberta, o uso de armaduras e/ou cabos e hastes inseridos nas fundações é também conhecido por aterramento ufer.

Como a experiência mostrou que os resultados estavam de acordo com o esperado, passou-se então a também utilizar a ferragem estrutural como subsistema de descida. No Brasil, a utilização do SPDA estrutural é orientada pela norma ABNT NBR 5419-15 desde 1993, sendo que, em outros países, a normalização já vem sendo utilizada há décadas.

Edição 61 – Fevereiro/2011 – O setor elétrico

Por George Schoenfelder e Sérgio Cabral

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