Raios
01 -
Fique por dentro

Relâmpagos são descargas elétricas de alta intensidade que ocorrem na atmosfera. A maior parte delas ocorre dentro das nuvens e é vista por nós apenas como clarões. Porém, uma parte delas sai das nuvens e dirige-se para o solo, atingindo-o. A estas descargas damos o nome de raios.
São os raios que preocupam tanto os homens, devido ao seu poder de causar, muitas vezes, prejuízos e mortes.
Quais os principais prejuízos causados pelos raios?
O Brasil é atingido, todo ano, por cerca de 100 milhões de raios. Em nosso país os raios possuem uma intensidade média de 40.000 Ampéres, isto é, cerca de 10.000 vezes maior que a intensidade da corrente que circula nos aparelhos elétricos em nossas residências. Devido a isto, os raios, quando atingem um objeto, geralmente causam grandes danos. Exemplos disso são as queimas de aparelhos eletrônicos, como computadores, ou mesmo a interrupção de energia elétrica.
Embora seja difícil determinar o total dos prejuízos causados pelos raios à sociedade, acredita-se que, só no estado de São Paulo, eles sejam da ordem de centenas de milhões de reais a cada ano. Os raios também podem atingir as pessoas, causando sérios ferimentos ou até mesmo a morte.
No Brasil cerca de 200 pessoas morrem, por ano, atingidas por raios.
Para que servem os Pára-raios?
Os pára-raios são hastes metálicas ligadas por cabos condutores ao solo, colocadas nos telhados das residências de modo a criar um caminho por onde o raio possa passar em direção ao solo, sem causar danos.
No solo ele se dissipa. Embora os pára-raios não protejam totalmente uma residência, o seu uso, nos últimos dois séculos, tem diminuído considerávelmente os acidentes provocados por raios.
Pára-raios também são usados em barcos, torres de televisão e rádio e torres de transmissão e distribuição de energia elétrica.
Como se proteger dos Raios?
Os raios são perigosos. Por isso é importante evitar algumas situações de risco. Em geral, os raios atingem um só ponto no solo, mas algumas vezes eles se ramificam e podem atingir vários locais.
Quando alguém é atingido diretamente por um raio, pode sofrer uma parada cardíaca e respiratória. Mesmo nesses casos, a pessoa tem chances de sobrevivência. Para tanto, ela deve receber atendimento imediato, com massagem cardíaca e respiração artificial boca a boca. Dados obtidos nos Estados Unidos mostram que um entre 50 indivíduos que sofrem de parada cardíaca e respiratória, devido a raios, sobrevive.
As pessoas também podem ser atingidas através de correntes elétricas que se propagam pelo solo a partir do ponto que o raio atingiu. Uma em cada seis pessoas atingidas diretamente por um raio morre. Entre as que conseguem sobreviver, muitas apresentam, para o resto de suas vidas, problemas de saúde em geral.
Diante dessa realidade, é muito importante saber se proteger. Mas como isso pode ser feito? Os raios caem nos pontos mais altos de um determinado lugar. Daí ser importante evitar segurar objetos como varas e empinar pipas, não ficar em pé em lugares descampados e planos e não permanecer em locais altos, como, por exemplo, o topo das montanhas.
Para se prevenir da ação dos raios através das correntes elétricas que circulam pelo solo, deve-se evitar ficar dentro dàgua e também próximo de árvores. Outros riscos são as descargas menores que se formam a partir do raio. Para garantir a segurança, não se deve ficar próximo de cercas ou de cabos de ligação do pára-raio com o solo.
Mas qual é a ação correta diante de uma tempestade súbita? O ideal é ficar dentro de casa. Quando isso não for possível, procurar um abrigo ou tentar permanecer no carro. No entanto, se o local for descampado, o correto é ficar agachado, de preferência calçando botas com sola de borracha.
Brasil e EUA estudam relâmpagos e El Niño.
Notícias (Correio Braziliense-DF)
Inpe, Nasa e universidades se juntam para desvendar ligações entre o número de raios e mudanças climáticas bruscas nas Américas.
São José dos Campos (SP) - Uma parceria inédita entre o Brasil e os Estados Unidos levará cientistas dos dois países a estudarem a influência dos fenômenos El Niño e aquecimento global na densidade de raios que caem sobre o continente americano. Esta é a primeira vez que a comunidade científica une esforços para desvendar quais as relações entre as tempestades e essas mudanças climáticas.
As atividades conjuntas vão envolver o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa) e as universidades de Washington e do Texas. O diretor do Instituto de Cooperação e Meteorologia Aplicada da Universidade Norte Americana do Texas, Richard Orville, considera esse tipo de estudo essencial para obter uma melhor análise da ação destes fenômenos na alteração do clima da terra.
Avaliações iniciais mostraram que um pequeno aumento na temperatura gera um grande acréscimo de relâmpagos. "Se isto se confirmar, os raios serão uma ferramenta fundamental nos estudos dos efeitos do El Niño e do aquecimento global", comentou.
Os Estados Unidos mantêm em funcionamento a maior rede de detecção de relâmpagos das Américas, mas precisava de dados da América do Sul para aprimorar sua pesquisas. O convênio poderá reforçar algumas conclusões surpreendentes. Uma delas vem da Texas University. Richard Orville, considerado uma das maiores autoridades mundiais em ciência atmosférica, diz ter constatado o crescimento no número de raios em seu país nos últimos anos.
Consenso
Apesar dos diversos estudos feitos sobre a interferência do aquecimento do planeta e das águas do Oceano Pacífico na costa do Peru, apenas há dois anos houve um consenso na comunidade científica sobre a influência do El Niño no aumento das descargas elétricas. Mesmo assim, ainda existem pontos de divergência entre os estudiosos do assunto.
A urgência na mobilização dos institutos científicos deve-se, também, aos poucos dados conclusivos sobre essa interferências. Somente agora, os Estados Unidos deverão calcular o aumento de raios na presença destas anomalias que desestabilizam o clima do planeta. As pesquisas neste setor estão atrasadas em relação as outras questões climáticas. As informações sobre os efeitos do aquecimento global nas descargas elétricas, por exemplo, são insuficientes para qualquer conclusão.
A esperança em avançar neste assunto, está no aperfeiçoamento dos equipamentos de detecção e rastreamento dos relâmpagos. O Brasil começa, agora, a formar a sua rede de monitoramento, numa iniciativa das centrais Energéticas de Minas Gerais (Cemig) e do Inpe. Mas a cobertura deverá ficar restrita ao Sudoeste do país e a uma pequena parte do Sul.
Descargas
O coordenador das pesquisas do Inpe referentes a descargas atmosféricas, Osmar Pinto Júnior, apresentou esta semana, no 5º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, realizado em São Paulo, um dado alarmante. No Sudoeste do Brasil, em abril de 1992, quando o El Niño estava em atividade, foram registrados 200 mil raios. Porém, dois anos mais tarde, já sem a presença do fenômeno, esse número caiu para 50 mil. "Temos necessidade real de saber quais são as ligações entre esses dois assuntos", comentou.
No território dos Estados Unidos caem por ano cerca de 35 milhões de raios. No Brasil esse índice pode ser três vezes maior, beirando a casa dos 100 milhões.
A diferença fica ainda mais acentuada se comparado o volume de raios positivos mais raros e perigosos. Cerca de 9% das descargas americanas são desta popularidade, enquanto no Brasil esse percentual sobe para 29%.
Os raios das tempestades amazônicas também serão alvo de estudos envolvendo o Brasil e Estados Unidos. Duas grandes campanhas de coleta de dados na região estão programadas para o verão de 1999. O Inpe, a Universidade de São Paulo e a Nasa irão instalar um sistema de rastreamento de raios em Rondônia. O equipamento, com quatro sensores de leitura de solo, ficará por três anos fazendo registros.
| |
|
|
|
|
|
|
|
![]() |
|
|
|
|
|||
|
|
||||||
| |
|
||||||
![]() Página Principal English Version |
![]() |
|
|||||
|
HOME | EMPRESA
| ENGENHARIA ELÉTRICA | SERVIÇOS
| PRODUTOS | LEIS/NORMAS
CREDENCIAMENTO | VOCÊ SABIA? | ACIDENTES | GALERIA | FALE CONOSCO |
![]() |
|
|||||
| |
|||||||
| |
|
|
|||||